Design Gráfico · Identidade de Marca
Evolução da identidade visual — Braga Media Arts
Proposta de redesign do sistema visual da BMA: preservar a estética digital e pixelizada que define a marca, organizá-la num sistema coeso e torná-la funcional em todos os meios — do digital ao físico.
Uma identidade com carácter mas sem sistema
A Braga Media Arts tem uma identidade visual forte — a estética pixelizada e digital é genuinamente diferenciadora no panorama cultural português. O problema não era o DNA visual, era a falta de sistema: elementos inconsistentes entre suportes, paleta cromática sem hierarquia e uma linguagem que variava conforme o autor de cada peça.
Inconsistência entre suportes
Os diferentes estilos visuais entre materiais da BMA fragmentavam a perceção da marca — cada peça parecia vir de uma fonte diferente.
Paleta sem hierarquia
A paleta cromática existente não tinha regras de uso definidas — cores primárias, secundárias e de suporte eram aplicadas de forma intercambiável, reduzindo o impacto e a leitura.
Escalabilidade limitada
O sistema visual não escalava para todas as iniciativas da BMA — festivais, exposições, redes sociais e comunicação institucional requeriam soluções ad-hoc em vez de aplicações de um sistema.
O objetivo não era apagar o passado visual da BMA — era codificá-lo numa linguagem que qualquer designer pudesse aplicar com consistência.
Evolução, não revolução
A proposta parte de um princípio claro: a BMA não precisa de uma nova identidade — precisa que a identidade que já tem funcione como sistema. A estética pixelizada permanece; o que muda é a sua organização e as regras que a governam.
Preservar o ADN
A linguagem digital e pixelizada é o ativo mais valioso da marca BMA — rara no setor cultural e imediatamente reconhecível. Toda a proposta parte deste ponto e trabalha a seu favor.
Sistema modular
A identidade foi estruturada em módulos independentes mas compatíveis — logotipo, padrões, paleta, tipografia — que se combinam de forma flexível conforme o contexto de aplicação.
Paleta otimizada
Paleta cromática reorganizada com hierarquia clara: cor primária, cor de suporte e neutros. Testada para contraste e legibilidade em fundo escuro e claro, digital e impressão.
Tendências contemporâneas
Sem perder o carácter vanguardista, a linguagem foi atualizada para refletir tendências atuais de design gráfico — especialmente para meios digitais onde a BMA tem maior presença.
O sistema em aplicação
Conjunto de materiais que demonstram o novo sistema visual em contextos reais — comunicação digital, sinalética e suportes institucionais.
O que este projeto me ensinou
Identidade forte não precisa de ser apagada — precisa de ser sistematizada
A tentação em redesigns é começar do zero. Mas quando uma marca tem carácter visual genuíno, o trabalho do designer é descobrir as suas regras implícitas e torná-las explícitas — não substituí-las por algo genérico.
Um sistema modular é mais valioso que uma peça perfeita
Uma identidade que só funciona quando o seu autor a aplica não é um sistema — é um estilo pessoal. O verdadeiro teste de um sistema de identidade é se outro designer o consegue aplicar corretamente sem precisar de perguntar nada.